Ceará bate recorde com 1.874 transplantes em 2016

  ACEPHET - Associação Cearense de Pacientes Hepáticos e Transplantados    |     08/08/2017 - 10:32     |      271

Ano passado, o Estado liderou transplantes considerando as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O Ceará foi o primeiro Estado das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e o sexto do País com o maior número de transplantes de órgãos e tecidos em 2016. Os dados são do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT 2016) e foram divulgados ontem pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). Ano passado, o Ceará estabeleceu novo recorde, com a realização de 1.874 transplantes — 31% a mais que os 1.430 de 2015. 

Somente de órgãos sólidos (pâncreas, pulmão, coração, fígado e rim) foram 491 transplantes em 2016, ou seja, 55,1 procedimentos por milhão de habitantes. O índice deixa o Ceará atrás apenas do Distrito Federal (79,2), Paraná (74,2), Rio Grande do Sul (67,4), São Paulo (65,5) e Santa Catarina (60,4) no País. 

 

 

O destaque em 2016 foram os transplantes de córnea, com 1.267 procedimentos — o segundo melhor desempenho em números proporcionais e absolutos. São Paulo foi o Estado que mais realizou esse tipo de cirurgia (4.776). Proporcionalmente, no entanto, o Distrito Federal ficou em primeiro lugar nacional, com 155,4 transplantes por milhão de habitantes, seguido do Ceará, com 142,3. Ano passado, o Estado chegou a zerar a fila de espera por esse tipo de órgão, depois de 34 anos desde o primeiro procedimento. Em dezembro, o Ceará tinha 33 pacientes aguardando transplante de córnea. 

O Estado também se destacou em transplantes de fígado e coração. Foram 21,9 transplantes hepáticos por milhão de habitantes — atrás de Distrito Federal (26,1) e Santa Catarina (22,1). Já nos transplantes cardíacos, foram 3,6 procedimentos por milhão de habitantes, atrás do Distrito Federal (14,8) e Pernambuco (4,1). 

Conforme o balanço Federal, o Ceará também foi o terceiro do País em transplante pediátrico de rim, com 14,7 procedimentos por milhão de habitantes, abaixo de Distrito Federal (16,1) e Rio Grande do Sul (15,5). Além de córnea, o Estado fez, em 2016, o maior número de transplantes de coração (32) e medula óssea (97) desde que os procedimentos passaram a ser realizados no Estado. Em relação a 2015, fez, ainda, mais transplantes de pulmão (6) e esclera (membrana do olho, 19).

 

*Com informações do Jornal O Povo.